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ANIVERSÁRIO DA LEI MARIA DA PENHA

  • Foto do escritor: Gabriela Moura Reis Melo
    Gabriela Moura Reis Melo
  • 7 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Hoje, dia 7 de agosto de 2025, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) completa 19 anos.


Criada com o objetivo de coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher, a norma representa um dos maiores avanços legislativos do Brasil no campo dos direitos humanos e da justiça de gênero.


Antes da sua promulgação, casos de agressão eram frequentemente tratados como “brigas de casal” ou “questões privadas”. A Lei veio romper com essa lógica, estabelecendo que a violência contra a mulher é uma violação de direitos humanos e precisa de uma resposta urgente e estruturada do Estado.


Avanços concretos


Nestes 19 anos, tivemos conquistas importantes:


  • Criação de juizados e varas especializadas em violência doméstica;

  • Aplicação mais ágil das medidas protetivas de urgência;

  • Fortalecimento da rede de atendimento às vítimas;

  • Penalização mais efetiva dos agressores;

  • Campanhas educativas e maior visibilidade do tema na mídia e nas instituições.


Transformações no Judiciário


A Lei Maria da Penha também provocou uma mudança significativa no Judiciário brasileiro. Os tribunais passaram a considerar os aspectos estruturais da violência de gênero, reconhecendo o ciclo da violência, os vínculos de dependência emocional e financeira, e os impactos profundos nas vítimas.

Hoje, é cada vez mais comum ver decisões judiciais fundamentadas na perspectiva dos direitos das mulheres, garantindo maior acolhimento, proteção e responsabilização dos agressores.


Mudança na consciência coletiva


Na sociedade, a Lei cumpriu (e ainda cumpre) um papel fundamental: dar nome ao que antes era silenciado. Ela permitiu que as mulheres reconhecessem comportamentos abusivos, encorajou denúncias e colocou a violência doméstica na agenda pública e política do país.


O que ainda falta?


Apesar dos avanços, os desafios permanecem e são muitos:


  • Subnotificação dos casos;

  • Dificuldades no acesso à justiça, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade;

  • Julgamentos morais contra as vítimas;

  • Violência institucional dentro do próprio sistema de justiça;

  • Falta de investimento contínuo em políticas públicas de proteção.


Um chamado à ação


A Lei Maria da Penha salvou vidas, empoderou mulheres e abriu caminhos para um Brasil mais justo e igualitário. Mas a luta está longe de terminar.

Que o aniversário dessa legislação nos lembre da importância de continuar avançando — nos tribunais, nas políticas públicas e nas ruas — por um país onde mulheres não apenas sobrevivam, mas vivam com dignidade, liberdade e segurança.


💜


SE VOCÊ OU ALGUMA MULHER QUE VOCÊ CONHECE ESTÁ EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE. LIGUE 180!



 
 
 

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Gabriela Moura Melo

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